Guia rápido sobre a disrupção digital e como desenvolvê-la

disrupção digital
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De acordo com a pesquisa Digital Transformation Investment in 2020 and Beyond (Investimento em Transformação Digital em 2020 e Além), 70% das empresas aumentaram ou mantiverem seus investimentos em projetos de TI durante a pandemia da Covid-19.

Esse indicador reforça o quanto a tecnologia é fundamental como estratégia para driblar os efeitos do isolamento social e também para acompanhar a evolução dos padrões de consumo.

Nesse sentido, aquelas empresas que não se adequarem a essa cultura de otimizar a automatizar processos vão ficar para trás e perder espaço no mercado. Com certeza, não é isso que você quer para o seu negócio, não é verdade?

Para saber como colocar em prática a disrupção digital, continue a leitura deste post e saiba tudo sobre o assunto. Vamos lá?

Afinal, o que é disrupção digital?

De acordo com o dicionário Michaelis, a palavra disrupção corresponde ao ato de “romper”, ou seja, é uma quebra de um curso que antes era praticado como uma rotina. Agora que você sabe o que é disrupção, deve ter presumido que a ela diz respeito à otimização dos processos de negócios por meio da implementação de ferramentas tecnológicas.

Streaming

Um dos grandes avanços vistos quando pensamos na disrupção digital é a tecnologia de streaming (transmissão). Ela está por trás de serviços de vídeo e entretenimento como os ofertados pela Netflix e pela Amazon. Por meio dessa nova tecnologia, a distribuição de conteúdo se transformou drasticamente, e o cenário atual é bem diferente comparado ao de 10 anos atrás.

De acordo com a pesquisa Dimension 2020, da Kantar, 74% dos entrevistados afirmam que assistem a programas de TV ou filmes online por meio de um serviço de streaming. Esse número é ainda maior ao analisar os entrevistados pertencentes às gerações Y (nascidos na década de 1980 e meados de 1990) e Z (nascidos em meados de 1990 até o ano de 2010): 85%.

Mobilidade

Debates sobre a problemática da mobilidade são recorrentes. Essa já se tornou uma das principais pautas de diversas empresas. Nesse movimento, serviços de motorista por aplicativo, como o Uber, ganharam força no mercado, juntamente com o aluguel de carros. No contexto da pandemia, a mobilidade também tem sido estimulada por meio do conceito de “teletransporte”. Hoje, pode-se trabalhar de qualquer lugar: basta ter um dispositivo e acesso à Internet.

Em decorrência do isolamento, as organizações tiverem que repensar suas rotinas. Isso implicou na expansão do trabalho remoto. O investimento em inovação é indispensável nesse cenário, e essa disrupção digital também está transformando totalmente o relacionamento das organizações com seus colaboradores, clientes e parceiros de negócios. É possível contratar talentos de qualquer lugar do mundo e ainda conquistar a eficiência operacional.

Como a disrupção digital funciona na empresa?

Para que a sua organização consiga implementá-la, o primeiro passo é ajustar o seu planejamento estratégico. Se você não fez isso assim que a pandemia eclodiu, não deixe para fazê-lo quando for tarde. Aproveite o momento e analise o que estava dando certo, bem como o que deve ser ajustado para atender às necessidades do “novo normal”.

A partir desse diagnóstico, defina quais são as novas metas da empresa, quais os desafios que ela tem pela frente e o caminho a ser percorrido para alcançar os seus objetivos. Sabemos que há diversos pontos sensíveis em cada negócio e, claro, eles dependem do seu contexto organizacional. No entanto, elegemos dois tópicos que merecem uma atenção especial dos gestores.

Protagonismo

Esse termo vem sendo muito abordado entre gestores de Recursos Humanos. O protagonismo tem tudo a ver com legitimidade, inovação e meritocracia. Estimular o protagonismo entre os liderados é uma maneira inteligente de contribuir e acelerar a disrupção digital na sua empresa.

O motivo é simples: pessoas com autonomia entendem melhor as expectativas da empresa sobre o seu trabalho. Assim, conseguem focar mais no próprio desenvolvimento e, assim, serem totalmente cientes de sua responsabilidade com suas entregas. Isso estimula-os a se dedicarem mais, a serem os protagonistas de suas próprias carreiras.

Automatização

Uma das particularidades mais nítidas quando falamos sobre disrupção digital é a automatização de processos. Isso significa usar robôs para executarem atividades repetitivas e em grande escala, que hoje são feitas manualmente.

Além de representar a escalabilidade na produção e redução de custos operacionais, a maior vantagem disso, é um melhor direcionamento das pessoas para atuarem questões estratégicas ou complexas, que afetam diretamente no negócio.

Isso pode fazer do seu relacionamento (aos clientes e colaboradores) mais humano e eficaz.

Quais ações devem ser desenvolvidas?

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Se você ainda não revisou a sua cultura corporativa e o posicionamento estratégico da sua marca, a hora é agora. Para criar a mentalidade de disrupção digital na sua empresa, é essencial que haja o engajamento de todos nesse processo: colaboradores, clientes, fornecedores e investidores.

Envolva-os nesse propósito e mostre a importância da colaboração de cada um. Para que você obtenha sucesso, é muito importante deixar todos cientes do quanto isso é importante para que a marca se mantenha competitiva no mercado e atraente para o público.

Adote uma cultura de inovação

Como a empresa vai conseguir alinhar essas expectativas com o seu público? Por meio da adoção e manutenção de uma cultura organizacional com foco em inovação e transformação digital. É interessante que a sua empresa esteja atenta aos modelos inovadores de gestão de processos, que tenha uma equipe de tecnologia preparada para implementar e monitorar recursos.

Além disso, ter um time focado na experiência digital do seu cliente, ajuda bastante a conseguir modelar o seu produto e/ou prestação de serviço à necessidade e desejo de seu cliente.

Invista na otimização contínua

Um equívoco muito comum quando falamos em desenvolvimento de processos e transformação digital é que as pessoas colocam a inovação e a transformação digital no mesmo plano.

Em parte, os dois conceitos são parecidos. Porém, a inovação pode acontecer sem que seja necessário o investimento em novas tecnologias. Muitas vezes, apenas o redesenho do processo, usando outros recursos das tecnologias já implementadas, é capaz de melhor drasticamente a performance operacional do negócio.

Devido a essa confusão de conceitos, os profissionais tendem a acreditar que, após a implementação de rotinas digitais, não há mais nada que precise ser feito para deixar o processo melhor. Isso é um grande equívoco: todo processo deve ser submetido à otimização contínua. Por isso, fortaleça também na sua cultura de testes e experimentações para otimizar processos e resultados.

Sem esse movimento de inovação e disrupção digital, é impossível manter o potencial competitivo e ficar à frente dos concorrentes. Para destacar a sua marca no mercado, use este artigo como um guia e coloque em prática as nossas dicas.

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